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19 de maio, 2005 - 08h11 GMT (05h11 Brasília)

Maradona vai ter programa de TV na Argentina, diz 'Clarín'

O ex-jogador argentino Diego Maradona vai comandar a partir de agosto um programa semanal de televisão, afirma o diário Clarín.

Ao anunciar a novidade à imprensa argentina, Maradona afirmou: "Vamos trazer o Pelé, temos a idéia de trazer Ronaldo e Roberto Carlos", entre outros convidados argentinos.

O programa, no Canal 13 da Argentina, deve ter, além de entrevistas com convidados, jogos e atrações musicais.

"Teremos um programa completinho. Para que cada convidado que venha se abra, diga as suas coisas para que as pessoas sintam-se felizes e possam entendê-los melhor", disse o craque.

Maradona, que embarcou na quarta-feira com sua filha rumo a Cannes, para participar do festival de cinema, disse que faz um ano e um mês que não consome drogas.

Lula

Disputas internas entre os aliados do governo têm causado graves danos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirma o diário Financial Times nesta quinta-feira.

Segundo o jornal, após dois anos de mandato em que leis importantes foram aprovadas pela base aliada no Congresso, no terceiro ano da gestão Lula, as coisas mudaram.

"Bagunça e conflitos internos na coalizão de governo de Lula atolaram a sua agenda legislativa", diz o diário.

O Financial Times afirma que em três ocasiões no último mês o PT foi derrotado ao tentar fazer nomeações para cargos públicos.

E explica que os partidos aliados do PT no governo, como o PMDB e o PP, estão insatisfeitos com o fato de o PT guardar para si metade dos ministérios e cerca de 70% dos cargos de confiança.

Juiz negro

A revista americana Newsweek desta semana publica um perfil de Joaquim Benedito Barbosa Gomes, primeiro negro a ser nomeado para a Suprema Corte no Brasil.

"Se Lula é a nova cara do Brasil, Barbosa é sua alma", exagera a revista. "Tendo um passado de pobreza semelhante ao do presidente, Barbosa é o símbolo da ascensão social."

A publicação afirma que Barbosa Gomes está envolvido em algumas das questões mais controversas da Justiça brasileira, como o debate sobre o aborto – ele é a favor – e sobre a ação afirmativa para favorecer os negros no mercado de trabalho.