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31 de março, 2005 - 18h55 GMT (15h55 Brasília)

Wolfowitz é confimado à frente do Banco Mundial

O subsecretário de Defesa americano, Paul Wolfowitz, um dos arquitetos da guerra no Iraque, foi confirmado nesta quinta-feira como o novo presidente do Banco Mundial (Bird).

O Conselho Executivo do banco confirmou o nome de Wolfowitz como décimo presidente do Bird por unanimidade, um dia depois de ele ter recebido o apoio crucial dos países europeus.

Após ser nomeado para o cargo, Wolfowitz agradeceu o voto de confiança.

"A missão de ajudar os mais pobres do mundo a se livrarem da pobreza é uma nobre missão. Eu acredito profundamente nesta missão."

Posse

Wolfowitz assume o cargo do banco no dia 1º de junho, substituindo o atual presidente, James Wolfensohn.

A indicação de Wolfowitz provocou polêmica, já que ele é considerado um dos membros da chamada linha-dura no governo Bush e não tem experiência anterior na área de desenvolvimento.

A preocupação chegou a fazer com que Luxemburgo, atualmente na presidência da União Européia, organizasse uma reunião em Bruxelas 24 horas antes da votação.

Depois do encontro, Wolfowitz voltou a insistir que a agenda de desenvolvimento do Banco Mundial continuará a ser prioridade em seu mandato.

Tradicionalmente, os Estados Unidos nomeiam o presidente do Banco Mundial enquanto a Europa controla a chefia do FMI – o Fundo Monetário Internacional.

Mas a indicação de Wolfowitz pela Casa Branca foi vista por alguns como uma tentativa de dobrar um organismo multilateral às demandas americanas.

"Entendo que sou – falando de forma amena – uma figura controversa", disse ele.

"Mas espero que ao me conhecer melhor, as pessoas entendam que, realmente, acredito profundamente na missão do banco de aliviar a pobreza."

Ele prometeu buscar uma equipe "verdadeiramente multinacional" – mas não prometeu o posto de vice à Europa.