21 de março, 2005 - 16h15 GMT (13h15 Brasília)
A galeria Trolley, de Londres, expõe até o dia 27 de março as imagens do fotógrafo Stanley Greene sobre o conflito na Chechênia.
Ex-fotógrafo de moda, as imagens que Greene tirou dos rebeldes, dos refugiados e dos soldados russos têm o objetivo de mostrar o lado humano da guerra no local.
"O mundo só presta atenção na Chechênia quando alguma coisa cruel acontece, como Beslan", disse Greene em referência à ocupação de uma escola russa por rebeldes armados no ano passado, com um cerco que culminou com a morte de centenas de crianças.
O risco de mortes ou seqüestros fez com que a maioria dos jornalistas deixasse a região.
Mas a situação não foi sempre essa. O jornalistas que cobriram a primeira guerra dos rebeldes chechenos contra o governo russo lembram que tinham certa liberdade para trabalhar.
As condições dos correspondentes piorou principalmente durante a segunda guerra contra a república separatista - lançada em 1999 por Vladimir Putin quando ele era primeiro-ministro da Rússia.
Segundo Greene, na época os russos e os rebeldes começaram a notar os repórteres e vê-los como inimigos ou como reféns em potencial.
Ele lembra que um comandante russo lhe disse que jornalistas não eram diferentes de espiões - ambos colhiam informações para seus chefes.
As fotos de Greene também podem ser encontradas no livro Open Wound: Chechnya 1994 to 2003.