15 de março, 2005 - 14h04 GMT (11h04 Brasília)
As especulações que põem a senadora democrata Hillary Clinton contra a secretária de Estado, Condoleezza Rice, na disputa pela presidência americana em 2008 ganharam fôlego recentemente no mundo das previsões políticas dos Estados Unidos.
Apesar de Rice ter dito e repetido que não está interessada, as especulações só crescem.
Antes de viajar para a Ásia, a secretária disse "não" em três programas de TV no domingo, quando questionada se iria concorrer.
Mas as suas negativas não desestimularam os blogs da internet e nem os militantes de base do Partido Republicano em seus esforços para estimular a secretária a concorrer.
Parem Hillary!
O que desencadeou esse cenário?
Rice recebeu uma cobertura positiva da imprensa depois de sua viagem à Europa.
Os conservadores americanos estão procurando um candidato para enfrentar sua arquiinimiga Hillary Clinton, também no centro de especulações políticas intermináveis.
Já existe o Comitê de Ação Política Parem Hillary, cujos fundadores temem que o Partido Republicano não esteja levando a sério a ameaça da "Hildebeast", como a senadora foi apelidada por setores conservadores nos EUA.
Um integrante do corpo editorial do jornal Washington Times – que se vê como um contraponto ao Washington Post – pediu a Rice que concorra para parar a senadora Hillary.
Ela apenas riu e disse que não tinha planos de concorrer, mas os conservadores estão determinados a nunca deixar que outro Clinton chame a Casa Branca de "lar".
Liderança de Hillary
A senadora Clinton está na frente dentro de um grupo de possíveis candidatos democratas.
Ela bate John Kerry e seu companheiro de chapa nas últimas eleições presidenciais americanas, John Edwards, por 39% a 21% nas preferências, segundo pesquisa da Marist Poll.
A maioria dos especialistas políticos dirá que ainda é cedo, que essas pesquisas avaliam reconhecimento do nome mais do que apoio político.
No lado dos republicanos, Rice está em terceiro, atrás do ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani e do senador do Arizona John McCain.
Pergunte à maioria dos americanos em quem eles votariam em 2008 e a resposta mais provável, com um olhar espantado, será: "Não acabamos de ter eleições?"