15 de março, 2005 - 09h27 GMT (06h27 Brasília)
O Vaticano decidiu contra-atacar as idéias popularizadas pelo best-seller O Código Da Vinci, afirma o jornal The Times, de Londres.
Segundo o diário, o cardeal Tarcisio Bertone, arcebispo de Gênova e um dos candidatos à sucessão do papa, foi escolhido para refutar as "mentiras, distorções e erros" do livro do escritor americano Dan Brown.
Uma das idéias centrais do livro é a tese de que Jesus Cristo se casou com Maria Madalena e teve um filho com ela.
"O cardeal disse que o livro lembra panfletos anticlericais destemperados do século 19. Ele vai tentar desbancar as teorias conspiratórias centrais da trama com uma série de debates públicos que começam em Gênova amanhã (quarta-feira)", afirma o Times.
Integrantes do alto escalão da Igreja Católica se disseram preocupados com o fato de que muitos turistas em Roma carregam agora o Código Da Vinci como guia de turismo para compreender o cristianismo.
Segundo o diário britânico, o cardeal Bertone tentará refutar a tese do livro de que a "Igreja foi dominada por homens e enterrou o seu lado feminino".
Alta nos juros
O diário Financial Times afirma nesta terça-feira que, de acordo com as principais instituições financeiras do Brasil, o Banco Central deve aumentar os juros de 18,75% para 19,25% nesta semana.
O jornal observa que a intenção do BC é controlar a inflação, para atingir a sua meta de 5,1% em 2005.
"Mas os críticos afirmam que a política monetária do Banco Central não tem surtido efeito, com pouco impacto sobre as expectativas de inflação do mercado financeiro", diz o FT.
A publicação britânica destaca o que tem sido a principal crítica à política de juros altos no Brasil.
"Novos aumentos na taxa de juros podem desacelerar excessivamente o crescimento econômico, e os líderes empresariais e sindicais advertem que custos mais altos para os empréstimos podem diminuir os investimentos, assim como o consumo."
Hugo Chávez
O jornal americano Washington Post afirma que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está adotando a posição de "o anti-Bush".
O diário apresenta uma extensa lista de atitudes e declarações do líder venezuelano que começam a preocupar as autoridades em Washington.
"Essa petulância e exibicionismo antiamericano não é nada novo. Mas a preocupação em Washington tem aumentado à medida que Chávez tem trabalhado com ardor nos últimos meses para juntar suas palavras a ações", observa o Post.
O jornal afirma que ele ameaçou cortar exportações de petróleo ao mercado americano, estabeleceu novas parcerias com países como China e Irã, tem comprado armas e defendido uma união contra o "poder imperialista" dos Estados Unidos.
Na sexta-feira, Chávez recebeu o presidente do Irã, Mohammad Khatami, e defendeu o direito de Teerã continuar desenvolvendo seu programa de energia nuclear.
O líder venezuelano também tem irritado os americanos com tiradas sarcásticas, por exemplo chamando a secretária de Estado, Condoleezza Rice, de "Condolência".