09 de março, 2005 - 12h23 GMT (09h23 Brasília)
Alastair Leithead
de Johanesburgo
Investigadores vão começar a exumar corpos na África do Sul, na tentativa de encontrar centenas de pessoas desaparecidas durante o regime do apartheid no país.
Dois corpos serão submetidos a análises por legistas para determinar se eles são de dois ativistas contrários ao regime segregacionista supostamente assassinados em 1988.
A Comissão da Verdade e Reconciliação sul-africana listou os nomes de 477 vítimas do apartheid cujos corpos nunca foram encotrados.
Em 2003, o presidente Thabo Mbeki deu ordens aos promotores para que concluíssem as investigações sobre o assunto.
Ala militar
O primeiro passo para a conclusão dos casos será a exumação nesta quarta-feira de dois corpos de túmulos sem identificação em Kwazulu-Natal.
Segundo o porta-voz da Autoridade Nacional de Promotoria, há suspeitas de que ambos pertenciam a uma ala militar do Congresso Nacional Africano e teriam morrido numa troca de tiros com a polícia.
O porta-voz acrescentou que os testes tentarão determinar quem eram e como morreram, mas enfatizou que a prioridade é a identificação de desaparecidos e não a resolução de crimes.
Mais de 20 corpos devem ser desenterrados nas próximas semanas por unidades criadas especialmente para investigar o destino das vítimas do apartheid.
Os promotores esperam solucionar cerca de 150 inquéritos.