24 de fevereiro, 2005 - 08h12 GMT (05h12 Brasília)
Adam Brookes
de Washington
O Exército dos Estados Unidos está realizando 108 investigações criminais como conseqüência de abusos contra presos no Iraque, no Afeganistão na base americana de Guantánamo, em Cuba.
O general Donald Ryder, que está a cargo das operações com detentos do Exército americano, disse que outras 200 investigações desse tipo já foram concluídas.
Os militares foram forçados a reavaliar a maneira como vêm tratando os prisioneiros depois do escândalo da tortura na prisão de Abu Ghraib, no Iraque, no ano passado.
O general Ryder disse que o Exército ficou mais rigoroso, como resultado do escândalo.
Violência sexual
O general não pôde dizer quantos soldados tinham sido de fato processados por abusos contra prisioneiros.
O Exército confirmou na quarta-feira que uma das investigações refere-se à acusação de violência sexual contra uma mulher mais velha detida por tropas da coalizão que invadiu o Iraque.
Os militares americanos afirmam que mudaram a forma como detêm, guardam e interrogam pessoas nas áreas nas quais operam.
O general Ryder disse que estão sendo adotados novos treinamentos e procedimentos.
Segundo ele, por exemplo, cachorros não serão mais usados para intimidar suspeitos, e os interrogadores terão poderes limitados para decidir as condições nas quais os presos são mantidos.