21 de fevereiro, 2005 - 19h25 GMT (17h25 Brasília)
Um dos objetivos da viagem do presidente americano, George W. Bush, à Europa é reparar relações abaladas durante o primeiro mandato do republicano.
Mas algumas questões-chave na política internacional ainda dividem a Europa e os Estados Unidos.
Leia abaixo sobre algumas das mais importantes.
Iraque
Os Estados Unidos querem deixar para trás tensões com nações européias surgidas por causa da guerra do Iraque e buscam garantias de que os europeus vão ajudar a treinar as forças de segurança iraquianas.
Países como a França e a Alemanha admitem que houve progressos no Iraque com a recente eleição, mas ambos continuam hostis à guerra e relutam em dar a impressão de que aprovam a presença das tropas americanas.
Irã
Os Estados Unidos estão dispostos, no curto-prazo, a apoiar esforços europeus para negociar uma saída para a crise provocada pelas ambições nucleares do Irã, mas estão profundamente céticos em relação à duração de algum acordo.
A Europa está unida em torno da idéia de que é necessário evitar ação militar direta.
Israel e os palestinos
Tanto os Estados Unidos quanto a Europa apóiam a mais recente iniciativa de paz.
Mas alguns europeus suspeitam que Israel está tentando determinar como será o acordo de paz final com iniciativas unilaterias como a retirada de Gaza e a construção de uma barreira na Cisjordânia.
Por um lado existe a crença da Europa de que os Estados Unidos são tolerantes com Israel, mas, por outro, os Estados Unidos acham que criticar muito Israel não vai levar a nada.
Embargo de armas à China
Os Estados Unidos se opõem radicalmente à suspensão do embargo de vendas de armas a China.
O governo americano diz que a China precisa melhorar seu desempenho em relação aos direitos humanos e teme que a suspensão do embargo possa ameaçar Taiwan e prejudicar o equilíbrio de poder no nordeste da Ásia.
A Europa argumenta que um código de conduta vai garantir que a venda de armas seja estritamente regulada.
Outras questões
Também há divergências entre os Estados Unidos e a Europa sobre questões que incluem a oposição americana ao tratado de Kyoto sobre mudanças climáticas e o Tribunal Criminal Internacional.