16 de fevereiro, 2005 - 11h18 GMT (09h18 Brasília)
A entrada em vigor do Protocolo de Kyoto – acordo para limitar as emissões de gases e conter o aquecimento do clima no planeta – nesta quarta-feira é destaque na primeira página dos jornais europeus.
"Europeus estão impacientes com os Estados Unidos em relação a Kyoto" é manchete do jornal International Herald Tribune. Segundo o jornal, na Europa "a preocupação com a justiça (do acordo) é misturada com um pouco de ressentimento".
Os Estados Unidos não aderiram ao Protocolo e o assunto não recebeu o mesmo destaque nos principais jornais americanos.
Segundo o jornal americano Washington Post, "o impacto (de Kyoto) sobre aquecimento global pode ser grandemente simbólico".
Pressão doméstica
Para o diário francês Le Monde, porém, o governo americano, que ficou de fora alegando razões econômicas, está sob intensa pressão dentro dos Estados Unidos.
Segundo o jornal, as empresas americanas vão ter dificuldade em fazer oposição à legislação e à opinião pública nos países onde elas investem.
O jornal alemão Sueddeutsche Zeitung diz que o efeito do protocolo sobre a mudança de clima será limitado, mas observa que a adesão a Kyoto "é do interesse de todos os países".
Segundo o jornal, os países que se adaptarem desde agora estarão em vantagem quando a mudança de clima piorar.
'Heroína'
A morte da freira americana Dorothy Stang no Pará também continua repercutindo na imprensa internacional.
"Freira americana enterrada como heroína amazônia", diz manchete de primeira página do International Herald Tribune.
Já o jornal Los Angeles Times diz que a morte dela pode ser um catalizador para mudanças na situação de conflitos de terra na Amazônia.
O jornal compara a morte da irmã Dorothy Stang à do seringalista Chico Mendes, há 16 anos.
Já o jornal Financial Times traz artigo sobre a derrota do governo brasileiro na eleição para o cargo de presidente da Câmara dos Deputados.
Segundo o FT, essa foi a pior derrota do PT do presidente Luiz Inácio Lula Da Silva, desde que chegou ao poder.
Lucro
O jornal sueco Aftonbladet traz um artigo sobre a experiência bem-sucedida de uma revendedora Toyota na Suécia que aumentou seus lucros com a redução da jornada de trabalho dos seus funcionários.
Segundo o jornal, a empresa introduziu uma jornada de trabalho de seis horas diárias em 2002, mantendo o mesmo nível de salário.
Desde então, segundo Aftonbladet, a falta ao trabalho caiu de 5% das horas trabalhadas para zero, faturamento da empresa aumentou 40% e os lucros, 23%.
A gerência da empresa está transmitindo sua experiência a outras companhias e a empresas de seguros de saúde na Suécia, de acordo com o jornal.