08 de fevereiro, 2005 - 08h32 GMT (06h32 Brasília)
É difícil defender Michael Jackson, que nas manchetes dos tablóides americanos é "Jacko, o louco".
Até agora só um jornalista conhecido, Geraldo Rivera, saiu em defesa do genial ídolo da música popular americana que, entre outras tantas esquisitices, era negro e virou branco.
Geraldo Rivera é prestigiado nas camadas populares mas tem um ego que costuma engolir suas reportagens e há quem ache que está mais interessado na causa dele do que na de Jackson.
Antes de se tornar jornalista-celebridade, o advogado Geraldo Rivera foi um eficiente assistente de promotor em Nova York.
Ele acha que Jackson é vítima de perseguição do promotor Tom Sneddon, da Califórnia, e da ganância da família do garoto que teria sido abusado pelo cantor.
Acordo milionário
O promotor é o mesmo que não conseguiu processar Jackson noutro caso de pedofilia, há dez anos.
Na ocasião US$ 20 milhões compraram o silêncio da família e a liberdade do cantor.
O caso atual envolve um garoto que, aos oito anos, foi flagrado roubando numa loja da cadeia J.C. Penny's.
Ele foi preso pelos seguranças mas os pais processaram a loja por abusos físicos e mentais.
Fizeram um acordo de US$ 200 mil que evitou o julgamento.
O casal acabou se separando na briga pelo dinheiro mas, segundo Rivera, aprendeu o caminho das pedras.
Era a mãe quem sugeria ao filho que dormisse no Rancho da Terra do Nunca, onde o garoto teria sido embriagado e molestado sexualmente por Michael Jackson.
Ela nunca chamou a polícia. Foi logo ao advogado.
A tese de Rivera é que a mãe estava muito mais interessada no dinheiro do que na punição do cantor, mas foi atropelada pela ganância do promotor empenhado em ficar famoso às custas de Jackson.
Quem é o maior lobisomem dessa história? O cantor, a mãe, o promotor ou o jornalista?