07 de fevereiro, 2005 - 19h37 GMT (17h37 Brasília)
Phil Mercer
De Sydney
As autoridades australianas estão oferecendo uma recompensa para quem tiver a melhor idéia de como controlar uma praga de sapos-cururu (Bufo marinus).
Em cerca de 70 anos, estes anfíbios peçonhentos importados do Havaí se transformaram em uma das maiores ameaças ecológicas da Austrália, ampliando o seu território em mais de 50 quilômetros por ano.
Os sapos-cururu, também conhecidos como sapos-gigantes por chegarem a medir 25 centímetros, foram levados ao país em meados da década de 30 como uma forma de combater a praga da época na lavoura de cana-de-açúcar: besouros.
Hoje, calcula-se que cerca de 100 milhões de sapos-cururu vivam na Austrália. A experiência foi considerada um fracasso retumbante.
Nem mesmo animais ferozes como crocodilos de água-doce e dingos (espécie de cão selvagem) estão a salvo diante dos sapos peçonhentos.
Há relatos de que outros animais nativos, como cobras e cangurus, morreram depois de engolir a pele venenosa dos anfíbios.
O problema é tão sério no norte da Austrália que as autoridades estão oferecendo uma recompensa para quem encontrar uma solução para impedir o avanço dos animais.
O inventor Andrew Arthur acredita ter encontrado a solução com o seu engenho "Toad Blaster" – um sistema de som movido a bateria que reproduz o som de um sapo-cururu.
"Ele funcionaria melhor em áreas em que os sapos estão tentando se reproduzir", explica o inventor.
"Eles ouvem o som e pensam: 'Opa, esse sapo tem um ótimo local para se reproduzir, vamos até lá."
Dessa forma, Arthur acredita que seria fácil montar armadilhas para prender os animais.