31 de janeiro, 2005 - 11h08 GMT (09h08 Brasília)
A imprensa da Europa e dos Estados Unidos é quase unânime ao classificar as eleições no Iraque como um sucesso.
O New York Times afirma que os "vários equívocos do governo americano em sua política para o Iraque foram obscurecidos por um dia de eleição muito bem-sucedido".
"Os iraquianos apareceram para votar ontem (domingo) em números que superaram até mesmo as previsões mais otimistas", acrescenta o jornal americano.
Os diários britânicos como o Guardian, The Independent e Financial Times também abrem a sua cobertura em tom otimista.
Todos, porém, fazem advertências sobre a continuação da violência e falam das dificuldades no caminho rumo à democracia no Iraque.
"A esperança de que o Iraque possa sair unido e democrático do atual caos agora é maior", diz em editorial o Independent, antes de completar: "Isso não significa que não haja grandes dificuldades adiante."
O jornal observa que um dos desafios será incluir a minoria sunita, que praticamente não votou, num futuro governo que seja representativo de todos os iraquianos.
Venezuela
A Venezuela está buscando ajuda do Irã para aumentar as suas exportações de petróleo para a Ásia, principalmente para a China, afirma reportagem do Financial Times.
As relações tensas entre o governo do presidente Hugo Chávez e Washington têm incentivado Caracas a diversificar as suas exportações e a China está se tornando uma das principais parceiras da Venezuela.
Segundo o jornal, iranianos especializados no mercado de petróleo vão dar treinamento em Londres aos executivos da companhia estatal venezuelana PDVSA.
As ligações entre Caracas e Teerã, segundo o FT, deve preocupar os americanos, que enxergam o Irã e o seu projeto de desenvolvimento de armas nucleares um dos principais problemas do mundo na atualidade.
Bill Gates
Bill Gates, o bilionário dono da Microsoft, criticou no Fórum Econômico de Davos a nova política de vistos para estrangeiros do governo americano.
Segundo o Financial Times, Gates disse que o endurecimento das regras para a entrada nos Estados Unidos ameaça a liderança do país no setor de tecnologia.
Ele disse que desde os atentados de 11 de setembro de 2001, o número de asiáticos estudando computação em solo americano caiu em 35 por cento, o que ele considera "desatroso".