27 de janeiro, 2005 - 18h58 GMT (16h58 Brasília)
Márcia Freitas
enviada especial a Amã
O diplomata Affonso Celso de Ouro-Preto, enviado pelo Itamaraty a Amã para acompanhar o caso do seqüestro do brasileiro João José Vasconcelos, Jr., passou a quinta-feira se encontrando com representantes de embaixadas estrangeiras.
Segundo a embaixada brasileira em Amã, os diplomatas estão realizando contatos com representantes da China, da Espanha, da França, e também da Itália e da Grã-Bretanha.
A embaixada também está tentando entrar em contato com a Associação dos Clérigos Muçulmanos no Iraque, grupo que ajudou na libertação de três reféns japoneses no ano passado.
Os diplomatas brasileiros em Amã não informaram o que Ouro-Preto conseguiu nos encontros nem que ajudam acreditam que esses países possam dar na tarefa de tentar a libertação de Vasconcelos.
Eleições
Em outras ocasiões, o embaixador brasileiro em Amã, Antônio Carlos Coelho da Rocha, afirmou que o objetivo é buscar o conselho de países que já passaram por esse tipo de problema.
Na sua chegada à embaixada brasileira, nesta quinta-feira, Ouro-Preto não quis dar mais informações.
“Num momento como esse não se fala nada”, afirmou. “Vocês têm que entender”, disse Ouro-Preto. “Em uma situação como essa, é preciso manter sigilo.”
“Qualquer informação será transmitida pelo ministro Celso Amorim”, completou.
O embaixador não quis revelar os detalhes da agenda prevista para sua estadia em Amã ou de eventuais estratégias a serem adotadas.
A ida do embaixador Affonso Celso de Ouro-Preto ao Iraque não está descartada, mas ela poderá não acontecer nos próximos dias por causa das medidas de segurança adotadas por conta das eleições.