25 de janeiro, 2005 - 12h26 GMT (10h26 Brasília)
Márcia Freitas
enviada especial a Amã
O diplomata Paulo Joppert Crissiuma disse nesta terça-feira que aguarda a chegada do representante especial para o Oriente Médio, embaixador Affonso Celso de Ouro-Preto, a Amã, na Jordânia, para quarta-feira à noite ou quinta-feira de madrugada.
Ele não descartou a possibilidade de Ouro-Preto ir a Bagdá. "Se houver necessidade, ele irá", afirmou o diplomata Paulo Joppert.
Ouro-Preto está viajando à Jordânia para acompanhar o caso do engenheiro brasileiro João José Vasconcelos Jr., seqüestrado no Iraque na semana passada.
Ele estará ajudando no contato com governos da região e autoridades iraquianas na busca de uma estratégia que possa levar à libertação de Vasconcelos Jr.
A situação no Iraque não é, no entanto, nada favorável. Faltam agora apenas cinco dias para as eleições, e a violência no país aumenta a cada dia.
Nova postura
O envio do representante especial foi anunciado pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, na segunda-feira à noite.
Ele disse que o embaixador deixaria o Brasil nesta terça-feira de manhã, mas, por questões de conexão de vôo, a chegada do embaixador só é esperada para a partir de quarta-feira.
A embaixada brasileira em Amã, assim como outras embaixadas na região, já iniciou contatos com governos e organizações para isso.
O embaixador brasileiro em Amã, Antonio Carlos Coelho da Rocha, teria mantido contatos com autoridades jordanianas sobre o assunto na manhã desta terça-feira.
A decisão de enviar um representante especial a Amã confirma um envolvimento maior do governo brasileiro no caso do engenheiro seqüestrado.
O ministro Celso Amorim disse na segunda-feira que o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva iria telefonar para uma importante liderança da região do Oriente Médio com a intenção de discutir o assunto.
Na segunda-feira, a Odebrecht e o Itamaraty afirmaram que estão trabalhando em conjunto na tentativa de solucionar o seqüestro.