19 de janeiro, 2005 - 05h28 GMT (03h28 Brasília)
Cerca de 44% da população urbana da América Latina vivem em favelas ou habitações precárias, segundo um relatório preliminar da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) sobre o assunto.
O relatório destaca a baixa qualidade das moradias de uma forma geral e pede a "urgente melhora" das condições dos bairros e das cidades onde vivem os mais pobres da região.
De acordo com a Cepal, nos últimos dez anos, houve um processo de "consolidação material da informalidade" nas grandes centros urbanos da América Latina e uma "formalização da precariedade" das moradias em cidades menores.
Segundo a entidade, as famílias que vivem em favelas ou outras instalações precárias não necessariamente subsistem de um emprego informal. Da mesma forma, famílias cuja renda é gerada por um trabalho formal não necessariamente moram em casas de boa qualidade.
"De maneira geral, a precariedade urbana é menos aguda nos centros metropolitanos (do que em centros urbanos menores)", diz a Cepal.
Moradia assegurada
No entanto, a organização destaca que nas grandes cidades houve avanços relativamente pequenos (se comparadas com as menores) no número de pessoas que têm moradia assegurada.
O relatório também apresenta como preocupante a tendência de crescimento das cidades onde já existem altos níveis de pobreza e propõe estabelecer desde já medidas de emergência para atender a carências e exclusões sociais.
Ainda segundo a Cepal, três em cada quatro pessoas na América Latina vivem em cidades, o que faz da região a mais urbanizada do mundo.
A Cepal informa na sua página na internet que divulgará a versão completa do relatório "Pobreza e precariedade de habitação nas cidades da América Latina e do Caribe" nos próximos dias.