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Andrew North
de Banda Aceh

Indonésia restringe ajuda humanitária em Aceh

O governo da Indonésia afirmou que não pode mais garantir a segurança dos trabalhadores de ajuda humanitária que estão na província de Aceh, uma das mais destruídas pelo tsunami, por causa dos sucessivos conflitos com rebeldes separatistas.

Numa visita à capital da província, Banda Aceh, o chefe do Exército indonésio, o general Endriartono Sutarto, acusou os rebeldes do Movimento para a Libertação de Aceh (conhecido como GAM) de atacar comboios de ajuda humanitária.

O general disse que enquanto os rebeldes não concordarem com a anisitia oferecida pelo governo, equipes de auxílio têm de permanecer nas principais cidades.

"Eu não quero nenhuma pessoa morta por causa do GAM, portanto, até eu ter a garantia do GAM de que eles não vão usar armas, nós restringimos os trabalhos de estrangeiros a Banda Aceh e Meulaboh", disse Sutarto.

Confusão

O anúncio gerou confusão. Várias agências de ajuda em Banda Aceh dizem que elas continuam com planos de trabalhar nas áreas mais remotas e argumentam que já vêm fazendo isso há certo tempo sem incidentes.

Algumas se disseram preocupadas de que a nova restrição possa atrapalhar a ajuda humanitária.

Antes do dia 26 de dezembro, Aceh encontrava-se em estado de emergência e estava fechada para agências humanitárias e à mídia internacional.

O Exército da Indonésia lançou em 2003 uma ofensiva contra rebeldes separatistas de Aceh – estima-se que mais de 2 mil guerrilheiros tenham morrido e há denúncias de violações dos direitos humanos contra as forças de Jacarta.

Até o tsunami, em 26 de dezembro, a região estava sob estado de exceção e o acesso a Aceh era restrito ou proibido para agências internacionais de ajuda humanitária e jornalistas.

Situada a noroeste da ilha de Sumatra, Aceh fica perto do local do epicentro do terremoto no Oceano Índico e, por isso, foi um dos lugares mais duramente castigados pelo maremoto.