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05 de janeiro, 2005 - 18h10 GMT (16h10 Brasília)

150 mil correm 'risco extremo' de morrer, diz OMS

Cerca de 150 mil pessoas estão correndo "riscos extremos" de morrer de doenças previníveis nos países afetados pelos tsunamis, alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Caso essas pessoas não tenham acesso à água potável até o final desta semana, a OMS teme que um surto de doenças contagiosas possa resultar no mesmo número de vítimas fatais ocasionadas diretamente pelo maremoto.

"Estamos extremamente preocupados com a atual falta de acesso às necessidades básicas", disse o diretor-geral da instituição, Lee Jong-wook, que está em Jacarta, na Indonésia.

Apesar de não haver nenhum registro de surtos de doença na região afetada, a OMS confirmou que os casos isolados de diarréia estão aumentando.

A entidade diz já ter enviado milhões de tabletes para purificação da água aos países do sudeste da Ásia e está organizando kits de saúde emergenciais que podem socorrer 2 milhões de pessoas por um período de três meses. Também serão enviados instrumentos cirúrgicos e tratamentos para diarréia.

Doações

Pelos cálculos da OMS, são necessários US$ 60 milhões apenas para atender os problemas de saúde emergenciais.

Nesta quarta-feira, o total de doações para a região atingida pelo tsunamis chegou a US$ 3 bilhões, depois que a Austrália e a Alemanha anunciaram o aumento de suas contribuições para cerca de US$ 700 milhões cada.

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, afirmou nesta quarta-feira que também irá aumentar sua doação, mas não divulgou o valor.

Jan Egeland, chefe da ajuda humanitária da ONU, disse que as doações eram "incríveis", mas alertou para a necessidade de manter programas de ajuda a outras regiões carentes do globo.

Segundo Egeland, se o dinheiro doado pela comunidade internacional não for adicional aos fundos de ajuda humanitária já existentes, isso poderia significar a destruição dos programas de assistência na África.