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21 de novembro, 2004 - 19h05 GMT (17h05 Brasília)

Marcia Carmo
Enviada especial a Santiago

Declaração final da Apec enfatiza o combate ao terror

O combate ao que os Estados Unidos chamam de terrorismo ganhou mais destaque do que a liberalização do comércio na declaração final da Apec (Fórum de Cooperacao Econômica Ásia-Pacífico).

A declaração foi resumida, em menos de três minutos, pelo presidente chileno Ricardo Lagos, na tarde deste domingo em Santiago, onde foi realizado no fim de semana o encontro da Apec.

O documento, chamado de "Compromisso do Chile", foi assinado pelos líderes de 21 economias com acesso ao Oceano Pacífico.

Esses países, que representam cerca de 60% do Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, destacaram a necessidade de se combater o terrorismo.

O tema foi incluído na pauta por sugestão dos assessores do presidente americano, George W. Bush. A declaração também enfatiza a necessidade de se combater a corrupção.

Segundo Ricardo Lagos, ainda será prioridade, daqui para frente, a implementação de novas tecnologias para ampliar o acesso à educação e a promoção do aprendizado do inglês entre os jovens.

Os países integrantes da Apec se comprometeram ainda em dar mais apoio às pequenas e às médias empresas, com o objetivo de estimular a exportação.

O documento inclui ainda, segundo analistas chilenos, outros temas como a importância de se avançar na relação comercial entre os países com acesso ao Oceano Pacífico e a necessidade de aproximação entre os investimentos públicos e privados.

Os líderes dos países posaram para uma foto oficial da Apec, vestindo um poncho feito por uma comunidade indígena do Chile.

O próximo encontro da Apec será em 2005 na Coréia do Sul.

Bush

Bush deixa Santiago nas primeiras horas de segunda-feira, com destino à Colômbia, depois de jantar com Ricardo Lagos.

O evento em Santiago seria para 120 pessoas, mas foi reduzido para 20 a pedido de Bush, por motivos de segurança.

Segundo a imprensa chilena, a comitiva de Bush estava exigindo que os convidados, incluindo ministros e empresários, passassem por detectores de metal. Mas Lagos teria discordado.