19 de novembro, 2004 - 19h13 GMT (17h13 Brasília)
O príncipe William disse que, se realmente entrar para o Exército britânico após deixar a universidade, estaria disposto a combater na frente de batalha.
"A última coisa que quero é ser mimado ou superprotegido", disse o neto da rainha Elizabeth 2ª.
Numa entrevista para marcar o início de seu quarto e último ano na Universidade de St. Andrews, William disse que ser poupado das zonas de guerra em razão de seu título seria "humilhante".
Ele acrescentou que "a vida é curta demais" para ele ficar se preocupando com a possibilidade de um dia virar rei.
'Pés no chão'
William não relutaria em se tornar monarca, mas afirmou que, no momento, quer "manter os pés no chão" e "me divertir o máximo possível".
"Eu costumo olhar o lado positivo de tudo. Não vejo razão para ser pessimista ou ficar preocupado demais com as coisas porque, francamente, a vida é curta demais."
William já falou antes sobre a possibilidade de ir para as Forças Armadas após se formar, e diz que o Exército seria a sua opção.
Ele disse que a academia de treinamento de oficiais de Sandhurst é "muito atraente" e que seu irmão mais novo, príncipe Harry, "irá (para a academia) primeiro como cobaia para ver o que acontece".
William acrescentou, porém, que ainda não definiu os seus planos para o futuro.
O filho do príncipe Charles e da princesa Diana, morta em 1997, também pretende escolher que tipo de causa beneficente vai abraçar, como por exemplo o combate à pobreza e à Aids na África.
Como parte da entrevista oficial, o príncipe posou para as câmeras caminhando pela pequena cidade universitária onde estuda na Escócia. Ele foi filmado jogando sinuca com um amigo e durante um seminário com um professor.
"Lá no fundo, sou bastante normal", afirmou William.