16 de novembro, 2004 - 08h37 GMT (05h37 Brasília)
Katya Adler
de Madri
O primeiro suspeito de ter participado do atentado a bomba em Madri em 11 de março começa a ser julgado nesta terça-feira.
O caso envolve um espanhol de 16 anos, acusado de traficar uma grande quantidade de explosivos usados no ataque, em que 191 pessoas morreram.
O adolescente admitiu aos investigadores ter recebido US$ 1,2 mil (cerca de R$ 3,3 mil) por seu trabalho naquele dia.
A audiência será pública, mas o jovem vai se sentar atrás de uma tela para proteger sua identidade.
Menor
Conhecido como "El Gitanillo" ("Ciganinho") na imprensa espanhola, o rapaz não pode ter seu nome revelado, já que é menor de idade.
Ele é acusado de ter viajado para Madri em um ônibus, a partir do norte da Espanha, carregando 20 quilos de explosivos roubados.
Na capital espanhola, de acordo com a promotoria, ele se encontrou em um bar com um grupo de homens, para os quais entregou os explosivos.
Pelo menos um dos homens, segundo a polícia espanhola, foi uma figura-chave na fabricação das bombas.
Esse é o primeiro julgamento ligado ao atentado, a pior atrocidade na história moderna da Espanha. O interesse do público e da imprensa é grande.
Outros 18 suspeitos, em sua maioria marroquinos, também são acusados de envolvimento com o caso.
O serviço de segurança espanhol diz que os ataques foram planejados por militantes espanhóis. Eles foram ajudados, segundo os investigadores, por diversos criminosos comuns.