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15 de novembro, 2004 - 14h26 GMT (11h26 Brasília)

Chefe de farmacêutica lamenta lentidão do setor contra Aids na África

O presidente da GlaxoSmithKline, a maior empresa farmacêutica do mundo, Jean-Pierre Garnier, disse que o setor deveria ter tomado a iniciativa mais cedo para fornecer remédios mais baratos a fim de enfrentar a Aids na África.

Em entrevista ao jornal britânico The Times, Garnier disse que sua empresa sempre fez o que era correto – mas alguma vez com demora excessiva.

“Se eu pudesse mudar alguma coisa, mudaria o passado”, disse Garnier.

“(A indústria farmacêutica) poderia ter se engajado na crise do HIV na África de forma mais agressiva.”

Batendo à porta

Segundo Garnier, muitas empresas já estão fornecendo os remédios a preços mais acessíveis na África.

“Somos criticados porque só fazemos isso depois que as pessoas ficaram batendo à nossa porta por bastante tempo.”

“Deveríamos ter feito antes que qualquer pessoa soubesse que havia um problema na África.”

A GlaxoSmithKline reduziu neste ano os preços cobrados em países em desenvolvimento por remédios contra a Aids, seguindo o exemplo de outras grandes empresas do setor.

Ativistas aprovaram a decisão, que, segundo eles, se deveu à pressão exercida por campanhas a favor da medida.