15 de novembro, 2004 - 12h17 GMT (09h17 Brasília)
Louisa Lim
em Pequim
A cidade de Guangzou, no sul da China, anunciou planos para construir o prédio mais alto do mundo.
Espera-se que as obras do novo edifício, que deve ter entre 580 e 600 metros de altura, comecem em breve.
A informação foi divulgada no momento em que a China passa por uma espécie de revolução arquitetônica – embora algumas obras anunciadas anteriormente tenham sofrido com controvérsia e falta de recursos.
Se a idéia é medir o orgulho nacional por meio de edifícios gigantescos, então a China está se colocando com firmeza entre os principais concorrentes.
Orgulho
A torre da TV de Guangzou vai deixar para trás a atual recordista, a torre CN de Toronto, no Canadá, que mede 553 metros.
Será mais alta, também, que o novo World Trade Center, que será construído em Nova York com 541 metros de altura.
Três empresas estrangeiras estão concorrendo para construir a obra em Guangzou.
Ela se inclui entre uma série de ambiciosos projetos para encher o horizonte de arranha-céus enquanto as cidades chinesas se preparam para o futuro.
Mas tem havido oposição contra o fato de que os projetos de maior prestígio têm sido entregues a firmas estrangeiras.
Em Pequim, vários projetos criados com vistas às Olimpíadas de 2008 tiveram suas dimensões reduzidas para economizar dinheiro.
Ainda assim, a quantidade de projetos em andamento na China hoje em dia significa que o país está se tornando uma espécie de recreio para alguns dos mais famosos arquitetos do mundo.