08 de novembro, 2004 - 21h40 GMT (18h40 Brasília)
Fadhil Badrani
Nas semanas que antecederam o grande ataque à Falluja, a vida para a população da cidade já havia se tornado mais extrema.
Os estoques de comida estão acabando, e as lojas fecharam em antecipação à invasão.
O bombardeio americano das últimas semanas atingiu a principal gerador de eletricidade da cidade, e a população está sem luz. O fornecimento de água também foi cortado.
As ruas mostram as crateras abertas pelos bombardeios aéreos.
Crise financeira
A população, especialmente mulheres e crianças, tende a permanecer em casa por medo de ser confundida com alvos militares.
Os médicos dizem que os medicamentos no principal hospital, sob controle americano desde domingo, estão acabando.
A maioria da população deixou a cidade, alguns para outras partes do Iraque, outros para países vizinhos.
As atividades econômicas sofreram uma grande diminuição desde o primeiro cerco à cidade, em abril.
Isso significa que a maioria das pessoas está passando por grandes dificuldades financeiras, e muitos foram viver com familiares na capital, Bagdá.
Em parte por causa dos refugiados de Falluja, os preços dos aluguéis em Bagdá dispararam recentemente.