08 de novembro, 2004 - 11h46 GMT (08h46 Brasília)
Uma reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal americano The Washington Post diz que os Estados Unidos estão despreparados para um ataque bioterrorista, apesar de o governo Bush ter aumentado seus gastos neste setor.
Segundo o jornal, diferentemente de outras áreas do setor de defesa doméstico, que foram centralizadas sob o comando do Departamento de Segurança Interno, a prevenção do bioterrorismo está espalhada por várias agências governamentais e é coordenada por alguém com poderes limitados.
O diário afirma que a maioria dos hospitais americanos e clínicas públicas ficaria totalmente sobrecarregada e não teria condições de promover vacinações e distribuição de antídotos em grande quantidade.
O Post acrescenta ainda que o fato de operações antibioterrorismo serem descentralizadas gera confusões sobre quem dentro do governo poderia assumir o controlde de uma resposta a um possível ataque.
O jornal afirma ainda que autoridades da administração americana revelaram ser preciso aprimorar a maneira como, após um ataque, o governo se comunica com a população e como as pessoas poderiam ser retiradas das grandes cidades.
'Vietnã francês'
O jornal alemão Der Tagesspiegel diz que o conflito na Costa do Marfim pode se tornar um "Vietnã para os franceses".
O bombardeio de zonas controladas por tropas rebeldes por forças do governo matou nove soldados franceses da força de paz internacional que vem atuando no país.
O conflito, naturalmente, é manchete dos principais jornais franceses. O Libération diz que a França foi "apanhada numa armadilha". O jornal argumenta que "o pensamento racional seria de que devemos nos retirar, mas os fatos estão nos forçando a permanecer".
O Le Figaro diz que a principal "dor de cabeça para as tropas francesas" é como responder às provocações e ataques do presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, sem pôr em risco a comunidade de 14 mil franceses no país.
Argentina e China
O jornal argentino Clarín afirma que o presidente Néstor Kirchner quer que seu país se torne o principal sócio comercial da China na América do Sul, "assim como o Brasil é o grande sócio comercial do Japão na América do Sul".
Segundo o jornal, há quatro meses um grupo de autoridades argentinas vem preparando em segredo um acordo de investimentos com os chineses na faixa de US$ 20 bilhões.
O anúncio formal deverá ser feito na próxima semana, quando o presidente da China, Hu Jintao, chegar à Argentina.