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09 de outubro, 2004 - 20h17 GMT (17h17 Brasília)

Zaffer Abbas
do Paquistão

Líder muçulmano sunita é assassinado no Paquistão

Homens armados não-identificados mataram a tiros um proeminente clérigo muçulmano sunita na cidade de Karachi, no Paquistão.

Mufti Mohammed Jamil estava no caminho para a casa quando os dois homens armados pararam seu carro e dispararam armas automáticas de forma indiscriminada, segundo um policial de alta patente.

Nazir Ahmed, um colega da organização islâmica apolítica de Jamil, também foi morto.

Durante esta semana, ataques a bomba a uma mesquita xiita e uma reunião de sunitas em Punjab matou mais de 70 pessoas.

Até agora ninguém reivindicou a responsabilidade pelo último ataque e autoridades em Karachi dizem que era muito cedo para acusar qualquer grupo em particular.

Violência crescente

Os homens armados estavam numa moto e fugiram depois de disparar por várias vezes seguidas, segundo o policial.

Os dois clérigos foram atingidos várias vezes e morreram a caminho do hospital.

Mufti Jamil era uma figura religiosa altamente respeitada e as notícias de sua morte provocaram choque em Karachi e no resto do país.

Centenas de pessoas saíram as ruas e muitas choravam publicamente. O presidente e o primeiro-ministro do Paquistão classificaram os assassinatos como um ato terrorista e prometeram punir seus responsáveis.

Apesar de a violência sectária entre grupos extremistas das comunidades de maioria sunita e de minoria xiita não ser incomum no Paquistão, este mês tem sido particularmente ruim para as autoridades encarregadas de manter a ordem.

Uma explosão de uma bomba numa mesquita xiita na cidade de Sialkot, na província de Punjab, na sexta-feira, matou mais de 30 pessoas.

Antes disso, um carro-bomba explodiu na quinta-feira nas proximidades de uma reunião de um grupo muçulmano sunita, matando 40 pessoas.

Depois dos dois incidentes, o governo tomou providências imediatas para aumentar a segurança na parte externa de todas as mesquitas e baniu completamente reuniões políticas de grupos religiosos.

Porém, o último incidente sugere que os grupos militantes não foram atingidos por essas medidas e podem atacar à vontade.