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24 de setembro, 2004 - 17h37 GMT (14h37 Brasília)

Pastor da Igreja Universal é condenado por 'queimar Bíblias' em Madagascar

Um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus e três fiéis foram condenados a seis meses de prisão em Madagascar sob a acusação de terem queimado Bíblias.

O julgamento do pastor Walker, queniano cujo primeiro nome não foi divulgado, e dos outros três acusados, que são de Madagascar, foi realizado nesta sexta-feira. Eles estavam presos desde 17 de agosto.

A Igreja Universal nega que tenha sido feita uma queima de Bíblias sob sua iniciativa. "A Bíblia é a base da nossa fé", disse a secretária da entidade no país, Linda Teixeira.

'Idolatria'

Segundo ela, o tema do sermão do pastor no dia em que houve a suposta queima de Bíblias era "idolatria".

Ele teria dito para os fiéis levarem símbolos deste "pecado" para a igreja.

"Quando o pastor queimou o que as pessoas trouxeram, não tinha Bíblia nenhuma", disse Teixeira.

"E tudo foi queimado. Então, como é que depois, lá na polícia, encontraram a folha da Bíblia queimada?"

A secretária da Universal negou que pastores da igreja queimem Bíblias em Madagascar e disse suspeitar de uma "armadilha" feita por católicos.

Segundo Linda Teixeira, a Igreja Universal do Reino de Deus chegou a Madagascar em 1998 e hoje já possui 12 templos no país.