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23 de setembro, 2004 - 18h01 GMT (15h01 Brasília)

Iraque tem dívida de gratidão com EUA, diz premiê

O primeiro-ministro do Iraque, Iyad Allawi, afirmou em uma sessão conjunta do Congresso americano que a ampla maioria dos iraquianos é grata aos Estados Unidos pelos "sacrifícios" do país para que o Iraque se livrasse de Saddam Hussein e tivesse um futuro melhor.

"Hoje, nós estamos em uma situação melhor, vocês estão em uma situação melhor, o mundo está em uma situação melhor sem Saddam Hussein. A decisão de vocês de ir ao Iraque não foi fácil, mas foi correta", disse Allawi.

"Não há palavras que possam expressar a dívida de gratidão que as futuras gerações de iraquianos terão com os americanos", acrescentou o premiê.

"Nós, iraquianos, sabemos que os americanos têm feito, e continuam a fazer, enormes sacrifícios para libertar o Iraque, para assegurar a liberdade do Iraque", afirmou. "Vim aqui para agradecê-los e prometer que seus sacrifícios não são em vão."

Sucesso

Allawi disse ainda que as eleições marcadas para janeiro serão realizadas como planejado. O primeiro-ministro iraquiano também insistiu que seu país está sendo bem-sucedido na tentativa de estabelecer liberdade e democracia.

Allawi reconheceu, no entanto, que o Iraque tem enfrentado dificuldades e descreveu a morte de dois reféns americanos nos últimos dias como "assassinatos bárbaros e brutais".

"Nós estamos obtendo sucesso no Iraque. É uma luta difícil, com obstáculos, mas nós estamos obtendo sucesso", disse.

O primeiro-ministro iraquiano também repetiu diante do Congresso americano – e recebeu muitos aplausos por isso – que é errado negociar com seqüestradores.

O grupo que seqüestrou os dois americanos também ameaça matar um terceiro refém, o engenheiro britânico Ken Bigley.

Após o discurso diante do Congresso, o primeiro-ministro iraquiano partiu para um encontro com o presidente americano, George W. Bush.