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21 de setembro, 2004 - 10h14 GMT (07h14 Brasília)

Susannah Price
de Nova York

ONU busca consenso sobre o Iraque e o Sudão

Mais de cem líderes mundiais estão reunidos em Nova York para o debate anual na Assembléia Geral da ONU.

Espera-se discutir, durante a reunião, uma grande variedade de questões, incluindo a crise de Darfur (Sudão), o pós-guerra no Iraque e as condições de vida nos países subdesenvolvidos.

Desde o ano passado, os membros da ONU vêm tentando encontrar maneiras de combater as profundas divisões deixadas pela guerra no Iraque.

O Iraque permanece uma questão central para a ONU, que se encontra à margem dos fatos depois da queda de Saddam Hussein.

Ajuda

Neste ano, americanos e iraquianos pediram ajuda à ONU para organizar eleições e uma pequena equipe das Nações Unidas foi enviada a Bagdá.

Os americanos gostariam de ver uma participação maior da ONU no Iraque, mas o secretário-geral, Kofi Annan, alertou que a falta de segurança no país continua a ser um grande obstáculo.

A guerra no Iraque levou a debates apaixonados na Assembléia Geral no ano passado.

Defendeu-se o multilateralismo como forma de enfrentar as ameaças que pairam sobre o mundo.

O Conselho de Segurança da ONU também se mostrou preocupado, neste ano, com as atrocidades generalizadas na região oeste de Darfur, no Sudão, onde dezenas de milhares já morreram.

A organização foi acusada de reagir de forma muito lenta à crise, com o Conselho de Segurança tendo aprovado sua primeira resolução sobre o assunto em julho e a segunda apenas no último sábado.

O conselho está dividido, com os Estados Unidos e seus aliados apoiando a ameaça de sansão ao governo sudanês e outros, como China e Paquistão, acreditando que isso poderia ser contraprodutivo.

Questões sobre os países em desenvolvimento também permanecem uma preocupação constante na ONU.

A Assembléia Geral deve ouvir chamados para se esforçar mais na busca de caminhos para aumentar o progresso em áreas como educação e saúde no mundo em desenvolvimento.