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13 de setembro, 2004 - 19h34 GMT (16h34 Brasília)

Imogen Foulkes
de Genebra

Crise humana mata dez mil por mês no Sudão, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que até dez mil pessoas estão morrendo por mês na província sudanesa de Darfur, apesar de grandes esforços internacionais para levar ajuda à região.

A OMS realizou uma pesquisa para apurar a taxa de mortalidade entre as pessoas que tiveram que deixar suas casas.

Muitas das vítimas são crianças, diz a OMS. Segundo a organização, elas morrem de males que podem ser tratados, como a diarréia.

Agências de ajuda humanitária da ONU trabalham intensamente em Darfur há meses, mas o número de mortes entre os cerca de 1,2 milhão de deslocados supera o que é considerado "emergência".

A OMS define como "crise humana" a situação em que ocorre diariamente uma morte a cada dez mil pessoas.

Em Darfur Ocidental, a mortalidade é três vezes mais alta.

A pesquisa da OMS feita no norte e oeste de Darfur e analisou dados entre junho e agosto deste ano.

Condições sanitárias

Superlotação e condições sanitárias precárias nos acampamentos de refugiados são a causa primordial de doenças e morte.

Mas a OMS também ouviu relatos de mortes por violência, particularmente entre homens entre 15 e 49 anos de idade.

A OMS diz que os esforços humanitários até agora impediram a ocorrência de um índice de mortalidade ainda maior, mas milhares de pessoas continuam a morrer sem necessidade.

A ONU está pedindo à comunidade internacional que disponibilize mais recursos para Darfur.

Até agora as agências de ajuda humanitária receberam apenas a metade dos recursos de que necessitavam.

A ONU diz que "a falta de recursos será medida pela perda de vidas humanas".