10 de setembro, 2004 - 18h53 GMT (15h53 Brasília)
Paul Hagger
Quatro das maiores empresas produtoras de café do mundo assinaram um acordo para ajudar a melhorar as condições nos países produtores.
O novo acordo, que envolve produtores de café no Brasil, Vietnã, Quênia, Colômbia, Indonésia e países da América Central, foi planejado em conjunto com a associação industrial cafeeira alemã DKV e anunciado nesta sexta-feira em Hamburgo.
O acordo, chamado de Código Comum para a Comunidade do Café e assinado por Nestlé, Tchibo, Sara Lee e Kraft Foods, tem o objetivo de acabar com o trabalho infantil e forçado e com o uso de pesticidas nas plantações.
O pacto também permite que produtores vendam o café livremente desde que nenhum pesticida proibido tenha sido usado. Sindicatos também poderão ser criados.
A intenção é que o café produzido dessa maneira receba um certificado e a garantia da indústria em pagar mais por um produto de melhor qualidade.
Histórico
Roland Vaessen, diretor-executivo da Federação Européia de Café, disse que o café produzido sob os termos do novo acordo provavelmente será mais caro.
"Mas não é possível estimar em quanto o preço do café subiria", disse ele.
A primeira safra do "novo café" deve chegar ao consumidor após a colheita de 2005/2006.
Angus Downie, economista da Unidade de Inteligência Econômica de Londres, disse duvidar que o acordo ajudaria a aumentar o preço do café no mundo todo.
O preço do produto não teve uma recuperação significativa desde que atingiu a maior baixa em 30 anos, em 2002.
"O único jeito de fazer o preço voltar a subir é cortar a oferta", disse ele.