07 de setembro, 2004 - 21h36 GMT (18h36 Brasília)
Frances Kennedy
de Roma
O primeiro-ministro italiano, Sílvio Berlusconi, convocou seus ministros e os chefes dos serviços secretos em Roma para discutir como buscar a libertação de duas mulheres mantidas reféns em Bagdá desde a manhã desta terça-feira.
Elas trabalham para uma instituição que ajuda crianças iraquianas.
O seqüestro foi condenado nos meios políticos italianos, e as famílias das vítimas têm recebido mensagens de apoio.
A Itália tem o terceiro maior contingente de soldados do Iraque, apesar de não ter participado oficialmente da guerra.
Volta
Como já houve captura de outros cidadãos italianos no Iraque desde o começo do ano, há pressão para que o governo traga de volta suas tropas.
A televisão italiana mostrou imagens de arquivo das duas mulheres, Simona Pari e Simonetta Torretta.
No vídeo, as duas falam sobre o que as leva a trabalhar em condições perigosas no Iraque para ajudar crianças.
A opinião pública italiana está profundamente chocada não apenas porque as prisioneiras são mulheres, mas pelo trabalho que elas fazem desde a guerra do Golfo, há 13 anos.
Jornalista morto
A recente captura e morte de outro refém, um jornalista free-lancer, aumentou o temor de que Simona e Simonetta possam ser executadas.
A população italiana se opôs à guerra, e o apoio para a manutenção das tropas no Iraque é fraco.
O primeiro-ministro Silvio Berlusconi tem mantido a posição de deixar as tropas no Iraque, mesmo depois dos seqüestros.
Entretanto, se não houver uma rápida resolução para esse drama humano, as conseqüências políticas podem aumentar a pressão, e Berlusconi pode passar a considerar a retirada das tropas.