Há um ano, quando a guerra no Iraque azedou, espalhei que o presidente Bush ia perder esta eleição. Não sabia para quem.
Quando o senador Kerry assumiu a lideranca nas primárias, apostei minhas fichas nele e reforcei a aposta durante a convenção democrata.
Ontem, a caminho da convenção republicana, ruminando sobre os discursos e sobre o quadro geral a dois meses da eleição, fiz um flip flop.
O presidente Bush está cada dia com mais cara de vencedor. Ou, melhor ainda, o senador está com cara de perdedor.
Os republicanos batem com muita firmeza na tecla do candidato flip flop.
O senador não está conseguindo se livrar da reputação de homem indeciso, sem convicções firmes, que muda de opinião conforme a conveniência. Um homem flip flop.
A parte mais pesada desta campanha é sobre o comportamento dele no Vietnã, tanto como herói de guerra como da anti-guerra.
Os comerciais contra Kerry são tão eficientes que ninguém mais questiona o fato de Bush ter escapado da Guerra do Vietnã ou sua misteriosa atuação na Guarda Nacional.
Estrategistas democratas acham que a campanha de ataque ao comportamento de Kerry no Vietnã pode sair pela culatra e comprometer o presidente Bush.
Entre os líderes da campanha democrata há conflitos sobre como reagir.
Um grupo insiste em manter o senador acima do tiroteio, mas os que querem vê-lo responder ataques com ataques estão ganhando terreno porque as pesquisas recentes favorecerem o presidente.
O senador está de férias surfando em Massachussetts.
Nas suas campanhas anteriores, não respondeu a ataques com ataques, mas este não seria seu primeiro flip flop.