01 de setembro, 2004 - 15h25 GMT (12h25 Brasília)
Adriana Stock
Apenas 8% da população mundial vivem em países com segurança econômica o que, segundo um estudo da OIT, a Organização Internacional do Trabalho, pode resultar em um “mundo cheio de ansiedade e raiva”.
O levantamento publicado nesta quarta-feira destaca que a segurança econômica promove bem-estar pessoal, felicidade e tolerância, além de beneficiar o crescimento e desenvolvimento do país.
O estudo Segurança Econômica para um Mundo Melhor é a primeira tentativa para medir a segurança econômica global, sob perspectiva das pessoas comuns.
Foram entrevistados 48 mil trabalhadores e pesquisadas mais de 10 mil empresas no mundo.
Ranking
A segurança econômica é medida pela OIT a partir de sete fatores, entre eles, renda, mercado de trabalho e habilidades profissionais.
Baseado nesses determinantes, foi elaborado um ranking dos 90 países com maior segurança no mercado de trabalho.
Em primeiro lugar está a Suécia, seguida pela Finlândia e a Noruega.
Os Estados Unidos estão em 25º lugar. O Brasil, em 39º.
Sindicatos
De acordo com o levantamento, a segurança do emprego está diminuindo em quase todos os países porque as atividades econômicas estão se tornando mais informais e em função de reformas na legislação.
Outra descoberta do estudo foi que a maioria dos trabalhadores nos países em desenvolvimento não está ciente da existência dos sindicatos, que, em muitos desses países, representam menos de 10% da força de trabalho.
Também foi constatado que as mulheres enfrentam maior insegurança econômica do que os homens, e que um grande número de trabalhadores não usam todas as suas habilidades em seus empregos.