13 de agosto, 2004 - 11h27 GMT (08h27 Brasília)
O jogo amistoso entre as seleções do Brasil e do Haiti, marcado para a próxima quarta-feira, levará uma mensagem de paz a um país que há seis meses sofreu uma revolta sangrenta, diz o jornal britânico The Independent.
O diário publica em sua edição desta sexta-feira uma reportagem de duas páginas sobre a partida e afirma que "os haitianos são, provavelmente, os fãs mais fanáticos do Brasil fora do país da América do Sul".
Segundo o repórter do Independent, "o rosto e o nome do jogador Ronaldo são mais populares que os de Jesus e Rambo nos ônibus da capital Porto Príncipe".
O jornal The New York Times, dos Estados Unidos, também comenta que a admiração pelo futebol brasileiro no Haiti "cresceu em proporções obsessivas na última década".
O correspondente do diário americano escreve que a população do país adora o futebol brasileiro porque, entre outros motivos, os jogadores "são negros como eles".
O jornalista ainda compara que enquanto os jogadores brasileiros ganham milhões de dólares, seus colegas haitianos não recebem desde abril do ano passado.
Mesmo assim, o jornal aponta que se espera que a partida "levante o ânimo das pessoas" e "melhore as relações públicas para o governo haitiano e para a força de paz da ONU no país, composta por 1,2 mil brasileiros".
Venezuela
O jornal venezuelano El Universal publica uma matéria sobre o fato de o governo brasileiro ter se declarado "neutro" em relação ao referendo marcado para este domingo no país.
Mas o diário destaca que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e um quinto da Câmara dos Deputados do Brasil "expressaram apoio ao mandatário venezuelano Hugo Chávez".
Os venezuelanos vão às urnas no domingo para decidir se o presidente Hugo Chávez tem de deixar o poder agora ou se vai até o fim de seu mandato, em 2007.
A declaração de que o país é "neutro" em relação ao referendo foi feita pelo assessor para Política Externa do governo brasileiro, Marco Aurélio Garcia, "após ele ter sido perguntado sobre cartazes aparecidos em Caracas com a foto de Chávez, Lula e o presidente argentino, Néstor Kirchner, e a legenda 'Vamos nos unir e seremos invencíveis'".
Infanticídio
A China está oferecendo incentivos para parar com o aborto de bebês do sexo feminino nas famílias de agricultores do país, informa o jornal britânico The Times.
De acordo com o diário, a medida teria como objetivo "tentar reparar o perigoso desequilíbrio de gêneros em sua população".
O plano, chamado "Cuidado para Meninas", isenta milhares de garotas do pagamento de matrícula na escola, dá incentivo fiscal e seguro gratuito às famílias.
Os fazendeiros chineses acham que "filhos homens são melhores para trabalhar na terra, ganhar dinheiro para os pais durante a velhice e dar seguimento ao nome da família".
Oficialmente, diz o Times, 117 meninos nascem para cada 100 meninas na China, mas, em algumas áreas, essa taxa seria de 140 para 100.
"Até 500 mil crianças são abandonadas a cada ano, 95% delas são meninas, e o infanticídio está crescendo", afirma o jornal.