08 de agosto, 2004 - 14h11 GMT (11h11 Brasília)
Alastair Leihead
de Bagdá
O governo interino do Iraque anunciou que estava retomando a pena de morte no país para pessoas condenadas por homicídio, ameaça à segurança nacional ou tráfico de drogas.
A medida não deixa claro se o ex-presidente Saddam Hussein pode ser condenado à morte em seu julgamento.
A restauração da pena de morte foi anunciada apenas um dia depois que o governo do país ofereceu perdão a todos os "pequenos criminosos" que se entregarem dentro de 30 dias.
Com as duas medidas, o governo iraquiano pretende cooptar a "pequena resistência" e punir mais fortemente os "grandes insurgentes".
A pena de morte havia sido suspensa sob a ocupação americana.
Visita surpresa
O anúncio da medida coincidiu com a visita surpresa do primeiro-ministro do Iraque, Iyad Allawi, a Najaf neste domingo, acompanhado de alguns ministros.
Ele pediu às milícias fiéis ao clérigo xiita Moqtada al-Sadr que desistam e saiam de Najaf rapidamente.
Allawi por um lado estende a mão para Al-Sadr politicamente e por outro ameaça seus simpatizantes nas ruas da cidade.
O primeiro-ministro chegou a pedir a Al-Sadr que concorra nas próximas eleições. "O processo político está aberto a todos aqueles que cumprem a lei", disse.
No início de abril, Al-Sadr liderou uma rebelião que durou dois meses e chegou ao fim depois de uma série de tréguas e acordos.
No sábado à noite, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, se ofereceu para mediar um cessar-fogo na cidade.