06 de agosto, 2004 - 14h36 GMT (11h36 Brasília)
A Nasa (agência espacial americana) vai receber um enorme supercomputador que ajudará na retomada de suas missões com ônibus espaciais, suspensas desde um acidente em 2003.
O projeto Columbia, um trabalho em colaboração com duas grandes empresas de tecnologia, fará com que o poder de processamento de dados da Nasa aumente dez vezes, permitindo simulações complexas.
Este será também um dos maiores supercomputadores que utilizam Linux.
O novo supercomputador vai ajudar a agência a moldar suas missões espaciais, pesquisar o clima e engenharia aeroespacial.
O sistema terá uma memória de 500 terabytes (mil gigabytes) - o equivalente a 800 mil CDs. Ele usará o poder de 10,240 processadores Intel Itanium 2 para simulações.
A Nasa disse que o supercomputador vai ajudar a superar suas limitações na área de computadores que foram destacadas depois do desastre com o ônibus espacial Columbia, na qual sete astronautas morreram.
O projeto da Nasa, que está baseado em seu centro de pesquisa em Ames, na Califórnia, reforça a idéia de mudança na instalação de computadores.
Dracott disse que a nova forma de montar supercomputadores vai abir esse mercado a países e organizações que no passado não tinham poder aquisitivo para empregá-los.
Supercomputadores se tornaram críticos para muitas comunidades de pesquisa.
Eles foram usados no projeto do genoma humano e o Exército americano acaba de encomendar um supercomputador da IBM para ajudar em sua pesquisa militar.
A primeira parte do novo supercomputador da Nasa foi batizado Kalpana - Kalpana Chawla, que estudou em Ames, estava entre os sete astronautas mortos no acidente com o Columbia.
O sistema, no valor de US$ 160 milhões, também será disponibilizado para uso de outras agência do governo e instalações de pesquisa dos Estados Unidos.