04 de agosto, 2004 - 14h46 GMT (11h46 Brasília)
Tóquio foi a primeira cidade da Ásia a sediar uma Olimpíada.
Impedidos de realizar os Jogos na década de 40, depois da Segunda Guerra Mundial, os japoneses investiram pesado para garantir o sucesso do evento de 1964: foram gastos cerca de US$ 3 bilhões na construção de estádios e instalações para transmissão de imagens e no aprimoramento dos transportes.
Essa foi também a primeira vez que se utilizou um computador para desfazer dúvidas de chegada, registrar o tempo em centésimos de segundo e divulgar o resultado quase instantaneamente.
Na cerimônia de abertura, presidida pelo Imperador Hiroito, houve grande emoção quando a pira olímpica foi acesa pelo estudante Yoshinori Sakai, nascido em Hiroshima, dia 6 de agosto de 1945 - dia e local da explosão da primeira bomba atômica.
Judô e vôlei
Participaram 93 países e pouco mais de 5 mil atletas. A África do Sul, que adotava o regime de segregação racial, não foi convidada. A Coréia do Norte e a Indonésia foram banidas.
Em Tóquio, o vôlei e o judô estrearam como esportes olímpicos. Mas o judoca holandês Antonius Geesink frustrou os japoneses ao derrotar o ídolo nacional Akio Kaminaga.
Os Estados Unidos lideraram o quadro de medalhas, seguidos pela União Soviética e o Japão.
O Brasil conquistou uma única medalha de bronze no basquete, com uma equipe integrada pelos seis jogadores que haviam conquistado a mesma medalha nos Jogos de Roma, em 1960.
Aída dos Santos, a única mulher entre os cerca de 70 atletas brasileiros, ficou em quarto lugar no salto em altura.
O atleta Abebe Bikila, da Etiópia, venceu novamente a maratona. Dessa vez, usava calçados e corria apenas seis semanas depois de ter operado o apêndice.
Na última de suas três Olimpíadas, a ginasta soviética Laryssa Latynina recebeu seis medalhas, sendo duas de ouro. Somando todas as competições, ela subiu ao pódio olímpico 18 vezes e é uma dos quatro atletas do mundo a possuir nove medalhas de ouro.