30 de julho, 2004 - 15h45 GMT (12h45 Brasília)
Susannah Price
em Nova York
O Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução pedindo que o Sudão tome alguma ação para desarmar a milícia árabe acusada de atrocidades em Darfur, no oeste do país, em 30 dias.
Votaram a favor da resolução 13 países, entre eles o Brasil. China e Paquistão se abstiveram. As agências de ajuda humanitária que trabalham na região dizem que a resolução "não é forte o suficiente".
Os Estados Unidos fizeram questão de que a resolução fosse aprovada pelo maior número de possível de membros do conselho.
Sem unanimidade
A resolução exige que o Sudão cumpra o que prometeu há um mês e desarme a milícia Janjaweed.
Os milicianos são acusados de matar milhares de civis em Darfur e forçar mais de um milhão de pessoas a deixar suas casas.
A resolução também pede que o governo sudanês leve à Justiça aqueles que forem responsáveis por atrocidades.
Pela resolução, o governo do Sudão tem um mês para mostrar que está atendendo ao pedido ou o Conselho de Segurança poderá estudar a possibilidade de adotar novas medidas em relação ao país.
A versão original da proposta dizia que, entre essas medidas, estaria a imposição de sanções.
Mas Rússia, China, Paquistão e outros países disseram que deve ser dado ao Sudão mais tempo para cumprir com a resolução, e os americanos concordaram em remover a palavra "sanções".
A resolução agora se refere à Carta da ONU, que permite a suspensão de atividades econômicas e diplomáticas, o que, na prática, admite a possibilidade de sanções.
O governo do Sudão, no entanto, disse que "teve êxito" quando a resolução foi reformulada.
Depois da votação, o embaixador americano na ONU, John Danforth, disse que o governo do Sudão criou uma crise humana e não cumpriu suas promessas.