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22 de julho, 2004 - 00h42 GMT (21h42 Brasília)

David Willey
de Roma

Ministro italiano lança alerta sobre imigrantes ilegais

Um representante do governo da Itália afirmou nesta quarta-feira que até dois milhões de imigrantes africanos e asiáticos estão buscando na Líbia uma forma de chegar ilegalmente para a Europa.

Falando ao Parlamento do país, o ministro do Interior, Giuseppe Pisanu, disse também que há centenas de grupos criminosos dispostos a transportá-los pelo Mar Mediterrâneo.

Os contrabandistas de pessoas cobrariam entre US$ 1,5 mil e US$ 2 mil por pessoa pelo serviço, afirmou Pisanu – que ressaltou que a Itália, com sua extensa costa, é um dos mais países europeus mais vulneráveis ao crime.

O Ministro também disse que os contrabandistas de pessoas podem ter neste ano um lucro de bilhões de dólares com o transporte dos ilegais.

Medidas duras

O ministro foi ao Parlamento falar sobre a expulsão de um grupo de 37 cidadãos de Gana e da Nigéria que chegaram à Sicília buscando asilo político em meados deste mês.

Os imigrantes alegaram falsamente que eram refugiados sudaneses da região de Darfur e que viajaram à Itália fugindo da crise humana no local.

Há dois anos, a Itália endureceu sua postura em relação a pessoas que chegam ilegalmente ao país, tornando mais rigorosa sua legislação de imigração em vigor.

Algumas partes dessa legislação, relativas às expulsões, foram declaradas inválidas pelo tribunal constitucional italiano.

O governo resolveu posteriormente fechar as brechas que existiam na lei, embora mantendo a porta aberta para pessoas com necessidade genuína de asilo político.