19 de julho, 2004 - 17h05 GMT (14h05 Brasília)
Louisa Lim
em Pequim
O número de chineses vivendo na extrema pobreza aumentou pela primeira vez desde a introdução de reformas econômicas na China, há 25 anos.
Desde o ano passado, segundo o índice oficial, cerca de 800 mil chineses passaram a viver na extrema pobreza, com rendimentos inferiores a US$ 77 (aproximadamente R$ 230) por ano.
O índice é inferior à quantia que define internacionalmente a pobreza. De acordo com a imprensa estatal chinesa, o aumento da pobreza se deve à ocorrência de "desastres naturais".
Desigualdades
A disparidade econômica entre a população rural e moradores das cidades também sofreu um aumento.
A China possui uma longa história de rebeliões camponesas, e os dirigentes do país estão cientes dos riscos de tensões sociais.
Os líderes chineses prometeram diminuir as diferenças sociais e "declararam guerra" à pobreza.
Mas, de acordo com especialistas, a pobreza está bem espalhada pelo país, o que torna o combate difícil e caro.
Os líderes chineses dizem ter conseguido retirar 220 milhões de pessoas da pobreza absoluta nos últimos 25 anos.
Mas muitos dos métodos usados para alcançar isso, como a política do filho único, só são possíveis em um sistema político autoritário.