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18 de janeiro, 2009 - 20h39 GMT (18h39 Brasília)

Guindastes retiram avião que pousou no rio Hudson

O Airbus A320 da companhia aérea US Airways, que fez um pouso forçado na noite da quinta-feira no rio Hudson, em Nova York, foi retirado no sábado.

Imagens de televisão mostraram guindastes retirando o corpo da aeronave cuidadosamente das águas congeladas do rio Hudson.

Todos os 150 passageiros e cinco tripulantes do avião sobreviveram e foram resgatados sem ferimentos graves, num evento raro que repercutiu no mundo todo.

Investigadores deram mais detalhes a respeito das primeiras entrevistas com o piloto do Airbus, Chesley Sullenberger, que falou a respeito de uma primeira pancada e o cheiro de queimado depois que aves atingiram os dois motores dos aviões.

Em seu depoimento no sábado à Diretoria Nacional de Segurança em Transportes dos Estados Unidos, Sullenberger afirmou que tomou uma decisão muito rápida para pousar o avião no rio Hudson para evitar uma queda "catastrófica" em uma área habitada.

'Devagar'

Ao notar a falha no motor apenas minutos depois da decolagem do aeroporto Laguardia, em Nova York, Sullenberger sentiu que a aeronave estava "devagar demais, devagar demais" e perto de muitos prédios, só restando ir para perto do rio, segundo a agência de notícias Associated Press.

O co-piloto, Jeff Skiles, que estava no comando do avião na decolagem, notou as aves se aproximando, em formação.

Sullenberger também viu a formação das aves e, um instante depois, o vidro dianteiro da cabine estava coberto com grandes pássaros.

"O instinto dele foi mergulhar", disse a integrante da Diretoria Nacional de Segurança em Transportes, Kitty Higgins, relembrando a entrevista. "Meu avião!", teria exclamado Sullenberger.

Logo em seguida o capitão sentiu a pancada e o cheiro de queimado, seguidos pelo silêncio depois que os dois motores da aeronave falharam.

Comissárias de bordo compararam o silêncio na cabine ao ambiente de "uma biblioteca".

Depois do impacto, Sullenberger imediatamente assumiu o controle do avião do co-piloto e tomou suas decisões, de pousar a aeronave no rio.