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11 de dezembro, 2008 - 15h28 GMT (13h28 Brasília)

Explosão no Iraque deixa pelo menos 47 mortos

Pelo menos 47 pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas em uma explosão em um restaurante perto da cidade de Kirkuk, no norte do Iraque, nesta quinta-feira.

Segundo a polícia e pelo menos uma testemunha, um suicida detonou um cinturão com explosivos no meio do restaurante na hora do almoço.

No entanto, um funcionário do Ministério do Interior iraquiano afirmou que a explosão foi causada por um carro-bomba.

Também há relatos não confirmados de que autoridades curdas estariam no restaurante em um almoço com líderes tribais árabes, no momento do ataque.

A explosão ocorreu em meio às comemorações do feriado muçulmano de Eid al-Adha.

Os feridos, muitos deles crianças, foram levados ao principal hospital de Kirkuk.

O restaurante atacado, Abdullah, fica na principal rodovia para Irbil, a cerca de 5 km de Kirkuk - uma cidade habitada por curdos, árabes e turcomanos.

Uma filial do restaurante em Kirkuk há havia sido alvo de um ataque com carro-bomba no ano passado, em que 25 pessoas morreram.

Disputa de poder

Segundo o correspondente da BBC em Bagdá Humphrey Hawksley, apesar de uma queda nos índices gerais de violência no Iraque neste ano, a região em torno das cidades de Kirkuk e Mosul, também no norte do país, continua perigosa.

Mosul tornou-se um reduto de insurgentes inspirados pela rede extremista Al-Qaeda, que foram expulsos de outras partes do país, afirma Hawksley.

De acordo com o correspondente, em Kirkuk a situação é tão tensa que as eleições locais programadas para a maior parte do Iraque no próximo ano não serão realizadas na cidade.

Como fica em uma região rica em petróleo, Kirkuk é disputada por iraquianos de origem árabe, curda e por turcomanos.

Os iraquianos de origem curda acreditam que têm o direito de controlar a cidade, já que são maioria na população local. Apesar disso, Kirkuk está localizada fora do enclave semi-autônomo do Curdistão iraquiano.

Segundo Hawksley, os iraquianos de origem árabe e turcomana não querem o controle curdo e afirmam que a cidade deve ser controlada pelo governo central.