01 de novembro, 2008 - 17h49 GMT (15h49 Brasília)
O candidato democrata à presidência americana, Barack Obama, afirmou que não sabia que ele tinha uma tia queniana vivendo ilegalmente nos Estados Unidos.
A agência de notícias Associated Press diz que Zeituni Onyango, de 56 anos, teve um pedido de asilo rejeitado há quatro anos e recebeu uma ordem para deixar o país.
A campanha de Barack Obama divulgou uma declaração dizendo que "o senador Obama não tem conhecimento da situação dela, mas obviamente acredita que toda e qualquer lei apropriada deve ser seguida".
De acordo com a AP, Onyango é meia-irmã do pai de Obama, que é falecido, e estaria vivendo em uma casa de propriedade do governo em Boston.
O pai do senador cresceu no Quênia, mas ganhou uma bolsa de estudos para ir viver no Havaí, onde conheceu a mãe de Obama, que morava em Honolulu com os pais.
Barack Obama pai voltou para o Quênia quando o filho tinha dois anos de idade e passou a maior parte de sua vida no país africano, onde teve outros seis filhos e uma filha com três outras esposas. Ele morreu em um acidente de carro em 1982.
O candidato democrata encontrou a família paterna pela primeira vez vinte anos atrás, quando viajou para a África.
Descrevendo a visita em seu livro de memórias, Obama fala da "tia Zeituni" como uma "mulher de orgulho".
A campanha de Barack Obama disse à AP que ele a viu algumas outras vezes desde o primeiro encontro no Quênia.
Zeituni Onyango visitou a família Obama em Chicago, como turista, nove anos atrás e parou para visitar amigos na Costa Leste dos Estados Unidos, antes de voltar para a África.