21 de maio, 2008 - 22h39 GMT (19h39 Brasília)
O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, autorizou nesta quarta-feira o uso do Exército para conter os ataques contra estrangeiros que vêm ocorrendo nos últimos dias no país.
Grupos de pessoas armadas vêm realizando os ataques desde a semana passada na região de Johanesburgo e já deixaram 40 mortos, além de terem levado cerca de 30 mil a abandonarem suas casas.
Esta é a primeira vez que o Exército é autorizado a ir às ruas da África do Sul para conter uma onda de violência desde o fim do regime do Apartheid, nos anos 90.
Segundo um correspondente da BBC, o Exército deve dar apoio à polícia com o envio de tropas e helicópteros.
Paus e garrafas
A violência aparentemente se alastrou para a cidade portuária de Durban - onde a polícia revelou que um grupo armado com paus e garrafas atacou nigerianos que estavam bebendo em um bar.
O ataque em Durban fez com que cerca de 700 imigrantes africanos procurassem abrigo em uma igreja próxima.
Em Johanesburgo, a polícia disparou balas de borracha para dispersar grupos armados na terça-feira.
Estima-se que a África do Sul abrige de 3 milhões a 5 milhões de estrangeiros, a maioria deles originários do Zimbábue, de Moçambique e da Nigéria.
Alguns sul-africanos alegam que os estrangeiros estão roubando empregos da população local e contribuindo para o aumento da
criminalidade.