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13 de março, 2008 - 01h51 GMT (22h51 Brasília)

Operação israelense mata quatro militantes palestinos na Cisjordânia

Soldados israelenses abriram fogo contra um carro na noite de quarta-feira em Belém, na Cisjordânia, matando quatro militantes palestinos.

Entre os mortos estavam Muhammad Shahada, de 48 anos, líder do grupo militante Jihad Islâmica, e Ahmed al-Balbul, também de 48, líder das Brigadas dos Mártires de Al-Qasa.

Os outros dois mortos foram identificados como membros da Jihad Islâmica.

Como represália, horas mais tarde, militantes palestinos na Faixa de Gaza voltaram a lançar mísseis contra a cidade israelense de Sderot. Ninguém ficou ferido.

Os novos episódios de violência ocorrem no mesmo dia em que o Hamas, grupo militante palestino, admitiu a existência de negociações indiretas com Israel, intermediadas pelo Egito.

Embora tanto o governo israelense como o Hamas neguem a existência de uma trégua, até esta quarta-feira havia tranqüilidade no sul de Israel e na Faixa de Gaza, depois que uma escalada de violência deixou mais de 120 mortos.

Disfarçados

De acordo com testemunhas do incidente desta quarta-feira em Belém, os soldados israelenses estavam vestidos como palestinos locais e dirigiam um carro com placa palestina quando metralharam o veículo em que estavam os militantes.

As autoridades israelenses confirmaram o ataque, dizendo que pretendiam prender os palestinos, mas decidiram atirar quando perceberam que eles estavam armados.

Membros da Jihad Islâmica e do Hamas condenaram a operação.

“A Jihad Islâmica e outros grupos da resistência têm o direito de responder em qualquer lugar por esse crime e todas as opções estão abertas”, disse Dawud Shihab, líder da Jihad Islâmica na Faixa de Gaza.

“O que o inimigo fez mina qualquer negociação para um cessar-fogo”, acrescentou ele.

Ainda na quarta-feira, tropas israelenses mataram um outro militante da Jihad Islâmica perto da cidade de Tulkarm, no norte da Cisjordânia.