11 de março, 2008 - 21h09 GMT (18h09 Brasília)
Os principais bancos centrais do mundo anunciaram nesta terça-feira uma série de ações coordenadas em uma tentativa de acalmar os mercados de crédito.
O Federal Reserve (Fed), o banco central americano, disse que vai disponibilizar US$ 200 bilhões em títulos do governo para fazer com que os bancos se tornem menos relutantes em emprestar dinheiro uns para os outros, assim como para empresas e consumidores.
Os bancos também vão poder pegar empréstimos usando títulos lastreados em hipotecas como garantia e com prazo de vencimento de 28 dias.
O Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra e os bancos centrais do Canadá e da Suíça anunciaram medidas semelhantes em seus mercados domésticos.
As bolsas internacionais reagiram bem ao anúncio, e o dólar subiu em relação ao euro. Na Europa, os mercados terminaram o dia em alta, e as bolsas americanas ganharam fôlego depois de três pregões seguidos de quedas.
"No curto prazo, o Fed e os bancos centrais globais ofereceram o que todo mundo precisava: dinheiro", disse Martin Blum, chefe de pesquisa nos mercados emergentes do UniCredit, em Viena.
Preocupação
A crise no mercado de crédito começou há cerca de oito meses, quando muitos bancos revelaram prejuízos relacionados a investimentos no mercado subprime, baseado em financiamentos para a compra de imóveis destinados a um público considerado com alto risco de inadimplência.
O clima de desconfiança fez com que as instituições financeiras relutassem em emprestar dinheiro umas para as outras, colocando em risco o crescimento da economia mundial e aumentando o receio de que a economia americana, a maior do mundo, esteja entrando em recessão.
O Fed justificou as ações coordenadas em um comunicado em que disse que "as pressões em alguns desses mercados voltaram a aumentar recentemente".
"Todos nós continuamos trabalhando juntos e tomaremos medidas apropriadas para lidar com essas pressões de liquidez", afirmou o banco central americano.