10 de março, 2008 - 17h30 GMT (14h30 Brasília)
Cinco soldados americanos foram mortos em um ataque suicida no distrito de Mansour, em Bagdá, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira pelo Exército americano no Iraque.
O atentado deixou ainda outros três soldados e um intérprete feridos e foi o pior ataque às forças americanas na capital iraquiana desde o ano passado.
De acordo com testemunhas, as tropas estavam fazendo patrulha a pé na cidade quando um militante suicida se aproximou do grupo e detonou os explosivos.
Segundo o correspondente da BBC em Bagdá, Hugh Sykes, o autor do ataque atingiu os soldados quando eles estavam mais vulneráveis, já que as patrulhas militares na capital iraquiana são geralmente conduzidas em veículos armados.
Líder sunita
O ataque ocorreu horas depois da morte do líder sunita Thaer Ghadban al-Karkhi em um atentado suicida que atingiu sua casa em Baquba, ao norte de Bagdá.
Uma mulher detonou os explosivos quando Karkhi foi atender a porta. Além do líder sunita, a explosão matou a filha dele e dois guardas.
Karkhi era membro do principal conselho sunita aliado ao Exército americano contra a Al-Qaeda no Iraque.
"Estamos determinados a proteger o povo do Iraque e matar ou capturar aqueles que causam danos", disse o chefe das tropas americanas em Bagdá, Allen Batschelet, à agência de notícias Reuters.
De acordo com o Sykes, com o novo incidente, são quase 4 mil soldados americanos mortos desde o início da invasão, em 2003.
O corresponde diz que, quase cinco anos depois do início da invasão, muitos bairros de Bagdá apresentam melhoria na segurança e o número de ataques a soldados americanos diminuiu de maneira significativa desde o ano passado.