09 de março, 2008 - 15h07 GMT (12h07 Brasília)
O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, aprovou um projeto para construção de 750 novas casas em assentamentos na área ocupada de Jerusalém Oriental e na Cisjordânia.
Um porta-voz do governo israelense afirmou que a construção em Givat Zeev irá "cobrir as necessidades demográficas de Jerusalém".
O projeto havia sido aprovado pela primeira vez em 1999, mas a construção foi interrompida depois que os trabalhadores palestinos se recusaram a continuar as obras.
A construção de novas casas vai contra as negociações para o processo de paz feitas entre israelenses e palestinos em novembro, na cidade americana de Annapolis. De acordo com o plano, Israel deveria suspender todas as atividades nos assentamentos e os palestinos, por sua vez, teriam que controlar seus militantes.
Ameaça
Um dos negociadores palestinos, Saeb Erkat afirmou que a decisão de Israel ameaça o processo de paz.
No entanto, um porta-voz do premiê israelense afirmou que não se trata de uma nova decisão.
“Essa decisão preexiste a este governo”, afirmou. “Nós a aprovamos pois é consistente com nossas políticas de construção de grandes blocos de assentamento, que permanecerão em Israel em qualquer acordo final”, concluiu.
A decisão é anunciada três dias depois de um atirador palestino abrir fogo contra a biblioteca de um seminário em Jerusalém e matar oito estudantes.
Jerusalém Oriental
Israel anexou Jerusalém Oriental em 1967, na Guerra de Seis Dias, mas a iniciativa não foi reconhecida internacionalmente.
Milhares de pessoas vivem em assentamentos judaicos em Jerusalém Oriental, que deverão permanecer em mãos israelenses sob qualquer acordo final de paz.
Críticos alegam que a rede de assentamentos vai prejudicar qualquer tentativa futura de fazer de Jerusalém Oriental a capital
de um Estado palestino