07 de março, 2008 - 16h16 GMT (13h16 Brasília)
O número de mortos no duplo atentado a bomba de quinta-feira na área comercial de Karada, no centro de Bagdá, capital do Iraque, subiu para 68 pessoas, de acordo com o Ministério do Interior iraquiano.
As duas explosões deixaram outras 130 pessoas feridas, de acordo com as autoridades locais.
A região atingida pelo atentado é uma área de maioria xiita. As vítimas seriam sepultadas nesta sexta-feira no próprio bairro de Karada.
Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo duplo atentado, mas autoridades de segurança iraquianas e americanas afirmam que os ataques foram realizados pela Al-Qaeda no Iraque.
Tempo bom
As ruas do bairro comercial de Karada estavam lotadas devido ao tempo bom em Bagdá.
A primeira bomba explodiu na margem de uma rua na área comercial. O dispositivo estaria escondido debaixo da carroça de um vendedor ambulante.
Poucos minutos depois, um suicida acionou a bomba que levava presa ao corpo, no meio das pessoas que estavam em volta do local da primeira explosão.
De acordo com Hugh Sykes, repórter da BBC em Bagdá, a segunda bomba teve como alvo a multidão que se aglomerou em torno do local do primeiro ataque, o que teria contribuído para o grande número de vítimas.
Sykes afirma que não havia alvos militares evidentes na região e que muitos moradores da área estavam fazendo compras para o fim de semana no momento da primeira explosão.
Adolescentes
As autoridades afirmam que muitas vítimas eram adolescentes e jovens.
O repórter da BBC em Bagdá, Hugh Sykes, diz que ataques como os de quinta-feira costumavam ocorrer quase diariamente na capital iraquiana, mas se tornaram menos comuns nos últimos meses.
No entanto, números do governo do Iraque divulgados nesta semana apontam que o total de civis iraquianos mortos em fevereiro aumentou em mais de um terço em relação a janeiro.
Os novos dados revertem a tendência de queda no número de mortos registrada nos seis meses anteriores e atribuída ao aumento das tropas americanas no país, à formação de milícias contra a Al-Qaeda por grupos árabes sunitas e à suspensão das atividades da milícia do Exército Mehdi, leal ao clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr.