23 de janeiro, 2008 - 17h22 GMT (15h22 Brasília)
O único sobrevivente do acidente de carro em que a princesa Diana morreu negou ter participado de uma conspiração para encobrir um assassinato.
Trevor Rees, o guarda-costas que estava no carro em 1997, deu a declaração durante depoimento nesta quarta-feira em uma sessão do inquérito que apura as causas da morte de Diana.
Rees sofreu ferimentos graves na cabeça e conseguiu se recuperar, mas afirmou que lembrava pouco dos eventos do dia 31 de agosto de 1997.
Ele disse ao júri que não fazia parte "de uma conspiração para omitir a verdade".
Diana, seu namorado Dodi Al-Fayed e o motorista Henri Paul morreram no acidente no túnel da Pont D'Alma, em Paris.
Face destruída
Rees, que era contratado pelo pai de Dodi, o milionário Mohamed Al-Fayed, para ser o guarda-costas do casal na época do acidente, quebrou todos os ossos da face e sofreu ferimentos graves no tórax.
Ele era a única pessoa dentro do carro que estava usando cinto de segurança na hora do acidente.
"Tudo o que fiz foi falar a verdade da maneira que a vejo", disse o ex-guarda-costas, que, na época, usava o nome de Trevor Rees-Jones.
Rees afirmou que, quando voltou ao trabalho, sentiu que seu chefe, Mohamed Al-Fayed, estava obcecado com a idéia de que Diana e Dodi foram assassinados.
O ex-guarda-costas também disse que Al-Fayed estava tentando pressioná-lo a concordar com essa teoria.
Al-Fayed alega que Rees não perdeu a memória depois do acidente e que o ex-guarda-costas foi indicado para um cargo na ONU para garantir que continuaria em silêncio. Rees nega essas alegações.